quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O mexe, mexe...

Não sei para as outras mamães, mas eu tive uma certa dificuldade em perceber o que realmente era ela mexendo, porque são mexidinhas tão leves no início que é complicado, mas agora, com quase 27 semanas, ela mexe demais e não é só sensível, também é visível.
Há dias em que mal consigo dormir devido à movimentação constante. Parece que ela está treinando boxe, futebol, nado sincronizado...
E já é uma puxa-saco do papai. Quando o meu celular desperta pra ele, com a música que ele entrou no nosso casamento ("Sou teu anjo" - Anjos de Resgate), ela mexe; e quando ele chega e fala com ela, ela mexe também.

Já li e ouvi várias vezes mulheres que já tiveram bebê e das gestantes que uma das sensações melhores da gravidez é sentir o bebê mexendo. Muitas até falam que sentem saudades de quando o bebê estava na barriga. Concordo que seja maravilhosa essa sensação, porém há situações em que a mexida do bebê não é algo tão positivo assim.

Me ensinaram a comer chocolate antes da ultrassonografia para deixar o bebê agitado e você poder ver o sexo, ver o rostinho, porque o bebê estará se movimentando muito.
E assim o fiz. E funcionou....

O chocolate tem cafeína (em pouca quantidade), isso deixa o bebê mais ativo. Mas devemos tem cuidado com os excessos.

Todos sabemos que o fato de estar grávida não nos isenta de participar dos problemas do cotidiano, apesar de terem pessoas que te tratam diferente (para melhor), que tem mais cuidados com você, há outras que não se importam. Assim, nem sempre é fácil manter-se alegre e constante emocionalmente, até porque são 9 meses, e nesse tempo muita coisa pode acontecer.
Comigo acontece o seguinte, se eu me chatear, me aborrecer, ela mexe muito. E há pessoas que só de pensar, já me sinto angustiada, então ela mexe na mesma hora.
Para mim é óbvio que ela reage ao que estou sentindo, apesar de alguns estudiosos dizerem que não tem relação.
E esse não é um sentimento bom, o de saber que por minha culpa ela está passando por isso, sentindo o que eu estou sentido. Que não sou forte e estável o suficiente para proporcionar para ela um desenvolvimento tranquilo. E que isso, segundo estudos, pode afetar até a saúde dela.

Então devemos tentar, da melhor maneira possível cuidar da nossa mente, do nosso emocional para que isso não interfira na nossa saúde nem de nossos bebês...

E um aviso para Maria Vitória:
Filha, pode continuar mexendo, suas mexidas podem me tirar o sono, mas elas me lembram todo dia que tenho um motivo a mais para viver, para lutar, para vencer. Te amo!


sábado, 1 de dezembro de 2012

As Ultrassonografias e suas emoções

Aguardar a chegada de um bebê é algo mágico e o exame de Ultrassonografia é o momento que torna tudo mais real, que além de sentir, é possível ver aquele serzinho se formando.
A primeira ultra que fiz (uma ultrassonografia transvaginal), eu estava com 5 semanas de gravidez, o médico disse que o saco gestacional estava lá, era um pontinho preto, mas eu precisava refazer o exame em 15 dias para ouvir o coração, pois não podia ouvir já que era tão pequeno.
Então com 7 semanas eu refiz o exame, que foi quando tive o primeiro sangramento, e lá pude sentir uma emoção inigualável, a de ouvir pela primeira vez o coração da minha filha batendo, parecia uma bateria de escola de samba, o melhor som que já pude ouvir, saí de lá com lágrimas nos olhos.
Com 12 semanas (quando tive o segundo sangramento) fiz outra transvaginal. (Não aguentava mais esse tipo de ultra, é desconfortável, dolorosa, horrível...) E nesta ultra o descolamento foi detectado, mas apesar disso estava tudo bem com ela.
Obs.: Esse exame de 12 semanas se chama Translucência Nucal, que é quando é medida a nuca para saber se há má-formação, se há a possibilidade de ter síndrome de Down.
Com 14 semanas fiz uma ultrassonografia obstétrica (aquela comum, que passa o gel na barriga), e pude ver como ela estava crescendo e nesta ultra o descolamento havia reduzido de 8mm para 7mm.
Já com 17 semanas o descolamento diminuiu novamente, agora para 3mm e além disso tive uma notícia maravilhosa, aquela que toda grávida espera desde quando engravida, o sexo do bebê, a médica disse: ela é bem gordinha, tem uma coxas enormes.
Com 21 semanas fiz a ultrassonografia morfológica, o médico confirmou o sexo dela, observou que o descolamento havia acabado, disse que estava tudo em perfeito funcionamento e que ela não tinha lábio leporino, o que era um grande medo pois quando a mãe tem (que é o meu caso), a probabilidade é muito maior do filho ter.
Com 26 semanas fiz a ultrassonografia 3D, pesquisei bastante sobre ela, sobre preços, sobre valor médico e descobri que, na verdade, ela é mais um desejo dos pais em ter fotos mais reais, mais próximas do que o bebê será. E quem não quer uma fotinho linda do seu bebê? E já pude ver alguns traços da minha princesa... E pude perceber o quanto ela gosta de chupar o dedo... Amei!
Não sei mais quantas "ultras" farei, mas garanto que nunca é demais, é maravilhoso poder ver minha filha, nem que seja por uns pouco minutinhos...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Um susto atrás do outro

Como eu disse, gravidez é uma caixinha de surpresas e as minhas surpresas começaram logo no início, com 7 semanas de gestação tive o primeiro sangramento, assim que acordei, percebi e logo fomos ao hospital.
Com o bebê estava tudo bem, eu só deveria repousar e tomar os remédios indicados pela médica da emergência.
Achei que estava tudo bem, tranquilo, quando com 12 semanas levei outro susto, esse sim me desnorteou, foi muito mais intenso esse sangramento e após fazer a ultrassonografia transvaginal (a terceira já), foi detectado um descolamento da placenta. Me vendo na possibilidade de perder o bem mais precioso, o presente que Deus tinha me dado, fiquei desestabilizada, mas fiz tudo o que a médica pediu, repousei (e muito) tomei todos os remédios e fui sentindo as dores diminuírem, a vitalidade aumentar. E de 15 em 15 dias, aproximadamente, eu fazia uma nova ultra para saber como estava o andamento da gravidez. E assim, um descolamento que tinha 8mm, passou para 7mm, depois para 3mm e na última ultra, com 21 semanas, ele tinha sumido, graças a Deus.
Não digo que não terei nenhum susto mais, ainda estou com 25 semanas, mas digo, com certeza, que minha filha é uma guerreira que está lutando muito por sua vida e que eu farei o que estiver ao meu alcance para protegê-la!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Escolhendo obstetra e o tipo de parto...


Depois da descoberta da gravidez, o primeiro passo foi procurar aquele (a) que cuidaria de mim e me orientaria nesses meses que se seguiriam...
Perguntei a muitos conhecidos, pedi a opinião sobre cada obstetra das proximidades e tive uma certa dificuldade, porque um me atendeu mal, outro tinha histórico de erro médico (esse eu não quis nem conhecer), outro tem umas práticas duvidosas... Foi então que uma amiga me indicou a ginecologista dela, é um pouquinho longe, mas faz toda a diferença. Minha médica é uma bênção na minha vida, atenciosa, sempre preocupada com meu bem-estar e da minha filha...
Só tem um probleminha: Ela não faz parto normal, somente cesariana. Eu até entendo as justificativas dela e acho que deveria haver um incentivo maior do governo em cima dos planos de saúde para que a cesariana fosse realizada somente quando necessário.


Ainda não me decidi sobre o tipo de parto, sempre desejei o parto normal, apesar das dores, a recuperação é muito mais rápida, o vínculo com o bebê é criado logo no nascimento e tem uma série de outras vantagens. Mas como gravidez é uma caixinha de surpresas, não sei o que me aguarda...

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A descoberta...

Vou contar aqui como foi desde o início e como tem sido essa experiência de ser mãe. Que é única a cada uma que passa por ela.

Era fim de junho de 2012 e eu estava sentindo muitas cólicas, não queria tomar remédio porque existia a chance de estar grávida e não queria me arriscar...
Fui ao Google pesquisar o que poderia ser essa cólica incessante, no resultado da pesquisa logo o primeiro site: 10 sintomas da gravidez... Aí meu coração palpitou...
Foram cerca de 10 dias sentindo cólica e como a menstruação não veio, resolvi, no dia 4 de julho, à noite, fazer o teste de farmácia. Somente eu e meu marido que sabíamos. Foram os 5 minutos mais demorados da minha vida e quando vimos dois tracinhos rosa (ou seja, positivo) um sorriso foi esboçado no rosto dos dois.
Eu disse que não deveríamos nos animar muito, eu devia fazer o exame de sangue para comprovar a possível gravidez.
Então no dia 5 de julho, acordei cedo fui direto à clínica para fazer o exame de sangue. O resultado só sairia às três da tarde... Que aflição...
Passei o dia inteiro contando os minutos para poder ligar para a clínica e saber do resultado e o maridão, me ligando a todo instante para saber se eu já havia ligado. 

Fui para um local da casa que ninguém me ouvisse no telefone e liguei, então soube que era verdade, uma sementinha havia germinado dentro de mim.
Contei pro maridão a novidade já dando os parabéns pelo mais novo papai que ia se tornar.
Difícil mesmo foi contar para minha mãe, cheguei no quarto dela, criei coragem, e disse que havia feito o exame e tinha dado positivo. A resposta dela foi: "Caraca, caraca!!!"
Mas a felicidade estampou seu rosto e não havia mais nada a ser dito.